A cidade de Itacaré
foi elevada à condição de município
em 1732. Inicialmente habitada por índios tupiniquins, outros
dizem Pataxós, São Miguel da Barra do Rio de Contas,
desde 1931, Itacaré, foi um importante porto clandestino
do reinado na época dos tempos áureos da extração
de pedras preciosas na Chapada Diamantina. O escoamento da produção
através do Rio de Contas, que nasce na Chapada e desemboca
em Itacaré, fez da cidade esconderijo de piratas que visavam
as riquezas que por ali passavam. No início do século
XVIII, os jesuítas construíram a igreja de São
Miguel que não se perdeu no tempo. Prova disso, é
ter sido tombada como patrimônio histórico.
O porto da cidade de Itacaré, que proporcionava uma importante
ligação entre as outras regiões do município,
foi perdendo força quando as primeiras estradas foram construídas.
A cultura do cacau, durante muitos anos, desenvolvida na cidade
foi preservada. A influência do fruto foi tão forte
que o município passou a ser incluído, também,
na Costa do Cacau. Hoje, Itacaré vive da pesca e, principalmente,
do turismo.
Com uma área de 730km², com cerca de 20 mil habitantes,
a cidade de Itacaré mantém as belezas da Mata Atlântica.
Repletas de riachos que deságuam no Oceano Atlântico,
relevos que vão das rochas aos morros à beira mar,
reservas ecológicas e praias em forma de concha, e são
todos esses atrativos proporcionados pela natureza que tornam o
município de Itacaré a cidade dos contrastes.
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Nela é possível encontrar lugares para a badalação
e prática de esportes. Sem falar, é claro, da tranqüilidade
que faz os visitantes se sentirem em casa. Caminhando pelos bairros
da cidade de Itacaré, é possível observar o
charme das construções históricas, como a igreja
de São Miguel, construída em 1718, e a Casa dos Jesuítas |